Poems  

Poems























Detalhes...
(Nao confundam com aquela musica fuderosa do Roberto Carlos)...
Detalhes, mesmo os essenciais são coisas que eu não compreendo.
Não presto atenção em detalhes, detalhados ou imprescindíveis...
Para mim são apenas o que são, detalhes, como é o saco escrotal que não serve para nada, nem  para enfeitar e esta mesmo lá é para servir de enchimento de saco, ou para nada.
E os pensamentos pularam pra pensamentos, nada libidinosos, de mulher e sutiã, imaginando o ritual de um sutiã sendo vestido poeticamente, dos seios sendo acomodados dentro do porta peitos, um pra lá, levanta pra cá, puxa de lado de lá e etecetera...
E em algum momento, pus me a pensar em construir um 'bolatiã'. Pensei mais um pouco e acreditei que seria muito útil, pois os sutiãs carregam os caídos, a ambulância os feridos e o bolatiã, seria capaz de amarrar o saquinho das jóias da família, mantendo-os firmes, pois bolas não são como os antigos brinquedos de "bate bague", que me ensurdeciam e roxeavam meus braços.
Voces se lembram?
Duas bolinhas, uma argolinha e duas cordinhas?
A questão seguinte foi com o estilo, pois não sei se ficaria melhor o modelo tanga ou como aquele capuz, que cobre  a cabeça do galo de briga, prestes a ir pra rinha... Se teria lacinho para os mais afeminados ou tímidos, ou fitinha de couro negro, para dar um ar mais safado no aparato da coisa e vender mais.
Mas, imaginando os protótipos (deve ser o ar primaveril, manhãs gostosas, café, jornal, devaneios), daí pensei em outra questão: como classificar os tamanhos -C, D, double D, ou regular cup.
E ainda pior, como promover um desfile fotografio dos "modelitos"...

Ah detalhes....
Eu hoje to de saco tão cheio, que prometo, não serei detalhista nunca mais...
Mas se consegui lhe proporcionar uma boa gargalhada, lograrei o meu dia.
Anderson oh Anderson, sacodi homi.
Oh Silvino, oce nao, Dulce me pega.
Vixe menino, vem com ideia nao soh, vixe...
E assim fui dormir tranquilamente.
Viva o Bolastia.
Viva....

Max Tuta Noronha
 

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MAIS CONTOS DE UM DIA QUE EU QUAZE MORRI.
 
 
Enquanto eu conversava com Joselita 2010.
Adorei, 2010, 20 dividido por 10, 2, 2 dividido por 1, 2.
Tirem os zeros, 21, show..., numero da sorte para muitos, menos pra mim.
(Mas confesso, ainda estou fazendo uma fezinha no 3509).

Todo o numero eh divisivel por 2, e quem sabe, a Eliz Regina, se soubesse disso nao cantaria que "Tudo certo como dois e dois sao 5", acho que ela fumava muito bigurrilho, e ia ao rumo do expresso 2222 ...
 
Viajei um pouco, na extrapolacao conjuntorial dos pensamentos singulares.
Mas enquanto eu gangorrava na gangorra que balancava livremente ao vento, memorias vieram a minha mente, e eu lembrei desta aqui, que dara sequencia ao titulo e as historinhas que eu ja contei ai pro fundo adiante dos meus contos e prossas.
OUTRO QUAZE ENCONTRO COM A MORTE....
Eu era ainda menino pequeno, mais ou menos com uns dois anos de idade, as meninas do vizinho que gostavam muito de mim, empurravam o "balanco" pra la e pra ca.
"Danque balangue, senhor capitao
espada na sinta sinete na mao"
O quartel , BUAH, BUAH, BUAH"
Nao que a musica acabava assim, mas la estava eu, desvalido, estirado em cima de um monte de pedras cinzas entulhadas no quintal.
Acho que posso ate ver a cara de minha mae, correndo ao meu encontro, todo sangrado, com uma pedra entranhada em minha cabeca, na altura do "coco" perto do "redimoinho" onde os cabelos parecem que nascem.
Minha mae, com todo cuidado, pegou uma folha de uma planta medicinal, tambem achada no fundo do quintal, encheu-a com a borra do cafe da manha, e com uma embirra, amarrou no meu pescoco a folha, a borra e o sangue, que pelo tamanho do buraco, se menstruava em minha cabeca, e eu achei que estava era com cachumba.
Gente, acho que eh por isso que  eu fiquei um pouco doido, voces ja ouviram falar que a mae deixou o menino cair de cabeca quando crianca?
Pois eh, isso aconteceu comigo.
Agora, ca entre, se voces ficassem menstruadas e suas maes, na menarca, metassem uma folha e uma borra de cafe, na sua cabeca,eu aposto que voces iriam reclamar.
Ora pois.
Mas nao preocupem nao, mamae, minha querida, nao vou lhe processar.
E viementemente, meu muito obrigado por ter me tido.
E pelo buraco que existe em meu cranio.
Eu sou mineiro, terra das gangorras, onde a gente mata a cobra e mostra o pau, la eh gangorra, esse negocio de balanco nao eh gangorra de macho nao.
Gangorra.
Bom dia, agora sao 9.00 da manha.

Max Tuta Noronha

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